Fisiopatologia e farmacoteria do lúpus eritematoso sistêmico: uma revisão integrativa da literatura
Palavras-chave:
diagnóstico, farmacoterapia, fisiopatologia, lúpus eritematoso sistêmico, tratamentoResumo
O lúpus eritematoso sistêmico caracteriza-se como uma doença autoimune de natureza complexa, marcada por processos inflamatórios que acometem múltiplos órgãos e sistemas, manifestando-se por sinais clínicos variados, como fadiga, dor, alterações cutâneas e comprometimentos sistêmicos. O presente estudo teve como objetivo descrever os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença, compreender os critérios utilizados no diagnóstico clínico e laboratorial e analisar as estratégias farmacoterapêuticas empregadas no manejo do LES. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE e Google Acadêmico, considerando publicações entre os anos de 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês, resultando na seleção final de oito estudos. Os resultados evidenciaram que a fisiopatologia do LES envolve desregulação imunológica, produção de autoanticorpos e formação de imunocomplexos, enquanto o diagnóstico depende da associação entre manifestações clínicas e exames laboratoriais, como a detecção de autoanticorpos. No campo terapêutico, foram identificados fármacos tradicionais, como antimaláricos e imunossupressores, além de terapias mais recentes, como o anifrolumabe, que atua na modulação da via do interferon tipo I, apresentando resultados promissores no controle da atividade da doença. Conclui-se que, embora avanços importantes tenham sido alcançados, ainda há necessidade de ampliação das pesquisas, especialmente no contexto nacional, visando ao desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes e seguras