Assistência farmacêutica na prevenção e tratamento da sífilis congênita: uma revisão integrativaAssistência farmacêutica na prevenção e tratamento da sífilis congênita: uma revisão integrativa

Autores

  • Aryadne Jansen França Lacerda
  • Pedro Henrique Abreu Garcia
  • Derek Klinger Buás Pinto
  • Rafael Avelar de Carvalho Nunes
  • Pablo de Matos Monteiro

Palavras-chave:

assistência farmacêutica, farmacoterapia, penicilina benzatina, pré-natal, sífilis congênita, Treponema pallidum

Resumo

A sífilis congênita é uma doença infecciosa causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, sendo um agravo evitável quando há diagnóstico e tratamento adequados no pré-natal. O Brasil registrou 27.019 casos em 2021, operando quase 20 vezes acima da meta de eliminação da Organização Mundial da Saúde, evidenciando que as medidas de controle ainda não foram suficientes para reduzir a transmissão vertical da doença. Este estudo teve como objetivo analisar o papel da assistência farmacêutica na prevenção e no tratamento da sífilis congênita no contexto da atenção pré-natal. O presente estudo adota o método de revisão integrativa, com abordagem qualitativa e caráter descritivo, conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e SpringerLink, com recorte temporal de 2015 a 2025, orientada pela estratégia PICO e seleção baseada no protocolo PRISMA adaptado. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 10 estudos compuseram a amostra final. Os achados demonstram que a transmissão vertical está associada à inadequação do pré-natal, ao uso incorreto da penicilina benzatina, à ausência de tratamento do parceiro sexual e às lacunas na educação em saúde. A penicilina benzatina apresentou taxa de cura de 100% quando corretamente utilizada. Em contextos internacionais, a atuação do farmacêutico clínico reduziu o uso inadequado de antibióticos de 42,6% para zero, a mortalidade neonatal em 14 dias de 46% para 28%, e suas intervenções foram aceitas pelos prescritores em até 84% dos casos. Conclui-se que a assistência farmacêutica é um componente estratégico subutilizado no enfrentamento da sífilis congênita no Brasil, com potencial de atuação na gestão de medicamentos, no rastreamento sorológico, na educação em saúde e no acompanhamento farmacoterapêutico, evidenciando a necessidade de investigações intervencionais no contexto brasileiro

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Publicado

2026-09-26